segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Sobre um campeão


Quem me conhece um pouco mais sabe da minha curtição por automobilismo e que faço de tudo para não perder um GP de Fórmula 1 na TV, algo que faço continuamente desde 1987.

Nesse período, aprendi a admirar um piloto que se tornou um de meus poucos ídolos: Ayrton Senna.

Recentemente, o jornal italiano Corriere della Sera começou uma enquete para saber qual o maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. Na última vez que entrei para conferir o páreo, mais de 3 milhões de internautas haviam votado e Senna aparecia com 63% contra 33,5% de Michael Schumacher; 2,6% de Juan Manuel Fangio; e 1% de Alain Prost.

Quem quiser deixar seu voto, o endereço é:

Sobre Retoque Final On The Lot

A versão de um minuto de Retoque Final, documentário que eu dirigi com Marcelo Pedroso, está no site On The Lot (www.onthelot.com).
Trata-se um concurso para participar de um reality show de Steven Spielberg, cujo prêmio é US$ 1 milhão numa produção da DreamWorks.
Enfim, é uma viagem, mas, quem sabe...
O massa é que o vídeo está rolando no site. Quem não viu ainda, taí uma chance de conferir.
Desculpem a legendagem. Não é a definitiva. A oficial é assinada por Mariana Fragoso e foi a que eu encaminhei pros EUA, em DVD.
Assistam, votem, digam o que acharam.
O link direto é: http://films.thelot.com/films/13503

Sobre o conceito de pirataria

O Globo Online publicou material de agências internacionais sobre um estudo da gravadora EMI de lançar grande parte de seu catálogo para a venda na internet liberada das tecnologias de proteção contra a pirataria. A Warner foi a primeira a se pronunciar contra.
Ainda assim, surge uma luz no fim do túnel na esperança de que caia a ficha nas majors de que, quanto mais disponibilizar seus católogos oficialmente, em CD ou na web, mais chance há desse material ser pirateado, é lógico, mas também mais chance há de os colecionadores de música (que não são poucos) passarem a comprar o material original.
Eu, por exemplo, há alguns anos ganhei de um amigo a caixa com toda a discografia do Cream. Porém, vivo paquerando nas lojas e na internet os discos separados, coisa de colecionador. Aí, a gente entra em outa questão: o preço.
Não dá para entender como um disco que foi lançado em 1966 (vamos usar o Fresh Cream como exemplo), que já pago e repago, ou outros, cujos artistas até já morreram, sair para o consumidor final no Brasil por cerca de R$ 30 - ou quase 10% do salário mínimo.
Aí, vêm umas instituições com essa propaganda reacionária de combate à pirataria. E a polícia, muitas vezes, quando faz uma operação, é para prender vendedor de CD e DVD pirata de carrocinha ou aqueles nerds que copiam no computador de casa, quando todo mundo sabe que, quando um Zezé di Camargo & Luciano da vida grava um CD aqui no Brasil, sai de algum país da Ásia um navio com uma fábrica de discos que vem prensando de lá até aqui. Quando desembarca no Brasil, já chega com tudo pronto, com capa e estojo lacrado, inclusive.
E tem mais: antigamente, todo mundo comprava fita cassete para gravar o disco que não podia comprar e o amigo possuía - ou então, para fazer uma seleção para ouvir no carro ou levar para aquela festinha. Depois que a tecnologia do equipamento doméstico se equiparou à da fábrica não pode mais?
Fora a hipocrisia!
E parabéns à iniciativa de bandas como a Mombojó e outras que disponibilizam seus discos na web e, mesmo assim, ainda vendem bastante CD.
Quem quiser conferir a matéria de O Globo Online acesse o seguinte link:
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2007/02/09/294509355.asp

Sobre a origem do canibal

Hannibal: A Origem do Mal (Hannibal Rising) é o título do quarto filme com o personagem dr. Hannibal Lecter, imortalizado pelo ator Anthony Hopkins em O Silêncio dos Inocentes (1991).
Com estréia marcada para 6 de abril, o filme, dirigido por Peter Webber (Moça com Brinco de Pérola), narra a infância do protagonista na Lituânia e os principais fatos da juventude que transformaram Lecter em um psicopata.
O elenco conta ainda com Gaspard Ulliel (Eterno Amor) e Gong Li (Lanternas Vermelhas). Hopkins finalmente parece haver se aposentado do personagem. Dragão Vermelho (2002), terceiro filme da franquia, foi parada dura: o filme foi lançado mais de uma década depois de O Silêncio dos Inocentes, e o ator, mesmo mais velho, voltou a fazer um Lecter mais jovem que o de 1991 (a história se passava antes).

Sobre o jazz de New Orleans no Carnaval do Recife

Reproduzo abaixo o texto que fiz para o JC OnLine, sábado de Zé Pereira, à noite. É sobre o jazz que rolou naquele dia, à tarde, na rua do bar Central. Encontrei Beto Rezende no dia seguinte, vestido de Demolidor no bloco Enquanto Isso na Sala de Justiça..., em Olinda. Beto contou que, ano que vem, o jazz deve rolar por dois dias, com uma infra-estrutura ainda maior.

O Galo da Madrugada dominou o Carnaval recifense deste Sábado de Zé Pereira. À tarde, porém, quando só se falava de Eu Acho É Pouco, um som diferente rolou no bairro da Boa Vista, defronte ao bar Central (Rua Mamede Simões, 144, Boa Vista).
Para quem conhece Nova Orleans, sabe que a cultura daquela cidade tem muita identidade com a pernambucana, tanto na influência européia, quanto na indígena e na africana. Há muito, Recife deve um intercâmbio àquela cidade americana, o que é sempre prometido pelas autoridades daqui.
Em 2006, um folião inveterado, Sérgio da Matta, bancou do próprio bolso a apresentação da orquestra do (grande) maestro Edson Rodrigues para esta tocar o jazz de New Orleans (perdoem-me os lingüistas) na frente do bar Moscouzinho, na Rua do Riachuelo, do saudoso Carlos.
Este ano, quem procurou saber se iria acontecer o jazz do ano passado, ficou pasmo: a tertúlia foi transferida para a rua do Central, na Boa Vista, que foi interditada para a colocação de um palco. Lá, rolou do dixieland ao frevo, das 16h às 18h. O espaço, pela recepção que teve este ano, já está consolidado.
Edson Rodrigues deu um must: trouxe para sua banda os músicos Antônio Barreto (bateria), Nando Rangel (contrabaixo acústico) e Fábio Valois (teclado). Para completar, houve a participação do trompetista Zé Maria, o médico que mais ama o jazz no Recife.
O resultado: gente curtindo um dos carnavais mais inusitados do Recife, como se não bastasse o sucesso da folia que foi o Galo da Madrugada, em um ano que se excedeu completamente. De acordo com o presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Fernando Duarte, há muito que a cidade deseja fazer esse intercâmbio entre a capital pernambucana e o berço do jazz dos Estados Unidos. Taí o novo pólo de folia do Recife - a evocação ao frevo'n'jazz da Rua Mamede Simões - para provar que tudo pode dar certo.

domingo, fevereiro 18, 2007

Sobre concurso para músicos


Esta é uma boa para quem é músico profissional em busca de um emprego:
A Orquestra de Câmara do Estado de Mato Grosso, que é regida pelo talentoso maestro Leandro Carvalho, artista que tem grande afinidade com Pernambuco, abriu inscrições (até 12 de março) para violino, viola, violoncelo e contrabaixo. As audições ocorrem dias 14 e 15 de março, em São Paulo, e dia 17, em Cuiabá (MT). Mais informações pelo site: www.orquestra.mt.gov.br
Tive a oportunidade de conhecer na capital mato-grossense o local de ensaio da OCEMG, no belíssimo Sesc Arsenal. É um pessoal dedicado.
Leandro é um dos músicos mais competentes que conheço. Gravou dois CDs fruto de sua pesquisa sobre João Pernambuco. Em seu mestrado, no Recife, foi orientado pelo professor Ariano Suassuna. Paulista, foi em uma de seus pesquisas que foi para em Mato Grosso, onde também desenvolve um trabalho bacana com crianças carentes em uma ONG de lá.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Até logo, Copacabana!



Até logo, Copacabana!
Até dois dias de Sol
fizestes para mim,
tuas pedras portuguesas
com mais prazer
pude sentir.

Mar raivoso,
calor aconchegante.
Velhos e velhas,
homens e seus cães,
ciclistas e mascates.
Mulheres, apenas as amantes

A beleza já te é natural.
Tentam agora, apenas,
dar-nos mais conforto
para podermos te curtir
em tempo integral,
oh, como seria maravilhoso!

De teu forte histórico
dei um pulo
lá na ponta da vizinhança.
Da pedra do Leme
voltei, sentei, e, só então,
pude molhar a garganta.

Até logo, Copacabana!
Quem sabe, até um sábado
ou domingo
pois na terça e quarta-feira
de ti só não vislumbrei
aquele mundo de sereias.
Verão de 2007, 14 de fevereiro

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Sobre o nosso Sotaque

No último dia 5 de dezembro houve o lançamento do CD Engasga Gato, do Trio Sotaque (leia-se: o guitarrista Luciano Magno, o tecladista Fábio Valois e o percussionista Raimundo Batista), no Teatro Santa Isabel (Recife). O grupo, que aproveitou para gravar o primeiro DVD da carreira, comprovou que está na vanguarda da música instrumental brasileira - que tem em Pernambuco um dos principais pólos.
Abaixo, posto na íntegra o texto que fiz para o encarte do CD:



"No futuro, se a música instrumental pernambucana for devidamente estudada, será possível verificar que um dos períodos mais férteis foi este início de século 21. E, dentre um conjunto de obras-primas com fortes características autorais, certamente figurará este álbum
Engasga Gato, que marca a estréia dos músicos Luciano Magno (violões e guitarras), Fábio Valois (teclados) e Raimundo Batista (pandeiro) como o Trio Sotaque.
A história do grupo é muito recente, contudo, o talento individual de cada artista contribuiu para uma profusão de idéias, oportunidades e realizações, e ainda um amadurecimento tão rápido, cujo resultado – o CD – por si apenas não consegue exprimir. É preciso contar.
Baiano radicado no Recife, Luciano Magno é um dos guitarristas mais conceituados de Pernambuco, sempre requisitado para shows e gravações de artistas consagrados. Lançou seu primeiro CD solo em 2000 e, quatro anos depois, firmou uma parceria com o pianista Fábio Valois, outro artista experiente do Estado, que também já tocou com grandes nomes da música nacional. Dessa união, surgiu
Sotaque (2004), álbum de música brasileira – com foco especial nos ritmos nordestinos – e de grande influência do jazz, gênero marcante na formação musical da dupla.
Em 2005, Luciano e Fábio convocaram o experiente percussionista Raimundo Batista como convidado especial no projeto. O entrosamento ocorreu de modo tão satisfatório que Raimundo foi integrado e, juntos, os três artistas passaram a desenvolver o esboço deste disco, que surge como um passo largo na carreira do grupo.
Engasga Gato foi curtido à base de paciência e muita experimentação, testado em shows no Estado, pelo Brasil e em países da América do Sul e da Europa. O laboratório nos palcos mundo afora deu origem a um trabalho equilibrado, no qual os músicos voltam a expressar virtuosismo em seis temas próprios e quatro releituras personalíssimas de obras definitivas. Um disco que, ao mesmo tempo que oferece bom gosto e primor de execução para o público mais conhecedor e exigente, também fornece um material mais acessível para aqueles que querem apenas se deliciar ao som de uma boa música.
Excelentes arranjadores que são, os músicos conseguem dar uma unidade incrível a um repertório tão diversificado, que conta com o
Choro Cigano, de Luciano & Fábio, dividindo espaço com o baião Qui Nem Jiló, de Luiz Gonzaga & Humberto Teixeira, o frevo-de-bloco Valores do Passado, de Edgard Moraes, o choro Noites Cariocas, de Jacob do Bandolim, e o arrasta-pé meio de embolada de Forró do Camarão, do mestre sanfoneiro Camarão.
Engasga Gato – a música que dá título ao álbum –, tem aquele piano da tradição de Capiba e Nelson Ferreira, e uma guitarra que mais parece inspirada no cavaquinho de Waldir Azevedo ou no bandolim de Jacob. O pandeiro, seguro, traz em si uma tradição que está na iminência de completar um século. De Exu Pra Lá, de Luciano, e Dengoso e Arisco, de Luciano & Fábio, têm uma característica própria de quem faz música instrumental em Pernambuco. Não importa a idade, são meninos amantes do jazz e da erudição, mas que se esbaldam como brincantes quando exploram as influências e possibilidades regionais.
Com se não bastasse, há ainda outro choro,
Seu Tenório, parceria de Luciano com Luiz Tenório, que requereu uma interpretação clássica do gênero, e o samba Encantador, também do guitarrista, cujo título não poderia ser outro.
O CD, como um todo, é antes de tudo a prova de que o Sotaque aprendeu muito bem com os mentores que o antecederam e agora é o trio que faz escola".

domingo, outubro 08, 2006

Sobre nomes de bandas


O pessoal daqui do Recife sempre teve uma criatividade, digamos, peculiar para escolher nome de banda. Me ocorreu falar nisso depois que eu soube que integrantes do grupo Meus 15 Anos... que Corpo Lindo! formaram uma outra banda chamada Casas Populares da BR-232. Que inspiração, hein? He-he-he...
Eu não posso nem falar muito, pois, os dois projetos com os quais me envolvi, um se chamava Púbis de Pelúcia (era punk e o nome foi sugestão do meu amigo George "Dino" Teixeira) e o outro, que existe até hoje, é a Lady Murphy (www.ladymurphyrecife.blogspot.com) - nome que bolei há dez anos e que só foi colocado em prática há seis. Infelizmente, andou sendo copiado por aí afora, daí nossa comunidade no Orkut ter o título Lady Murphy - A Original.
Mas tudo isso é fichinha frente a alguns nomes tão doidos quanto bacanas que rolam ou já pintaram na cidade. Alguns, a gente até se acostumou que nem parece tão maluco, como Chico Science & Nação Zumbi, Grêmio Recreativo Bonsucesso Samba Clube e Ave Sangria. Outros, ficaram na história.
Como não lembrar de Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis? Bem, quando eu tiver mais tempo, faço um upgrade aqui neste blog. Porém, mexendo em meu arquivo muito vivo, encontrei o cartaz de um grupo que dificilmente alguém vai lembrar: Os Magrocorpos de Dona Bia. Não lembro quem fazia parte, nem quando a banda surgiu ou acabou. Só sei que foi lá por meados dos anos 90, na época em que Rogério ainda vendia mais vinil do que CD na Disco de Ouro e eu ia a vários shows na Soparia, no Pina, e no Mercado Eufrásio Barbosa e no Poco Loco Pub, em Olinda.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Sobre o perigo do "almoço caseiro"


Pego de surpresa por uma conjuntivite transmitida por virus, passei os últimos três dias de molho - na verdade, fiquei trabalhando em casa, como os leitores do JC puderam acompanhar. Eu estava até me sentindo bem, logo depois que fui medicado, mas o médico me disse que havia o risco de eu contagiar o pessoal no trabalho. Por isso, fui afastado.
No segundo dia, eu fiz meu próprio almoço. Hoje, para ganhar tempo, comprei um almoço caseiro em um restaurante próximo de casa, crente de que iria desfurtar de uma comidinha simples, porém, mais gostosa.Qual foi minha surpresa, perto do fim da refeição, que encontrei um inseto de quase 2 cm de comprimento (este aí na foto).
É claro que eu liguei pro restaurante e é óbvio que eles nem se sensibilizaram. Vou levar o inseto lá, pelo menos pra sacramentar meu sentimento de revolta.
De qualquer maneira, evitem comer no Bar do Júnior, na Torre, para não passar por situações desagradáveis como esta.